Cirurgia Estética Explante
Insatisfação com o próprio corpo?
Amadurecimento?
Desenvolvimento de doenças?
Ruptura de próteses?
Desejo de não realizar mais cirurgia de substituição de implantes de silicone?
Essas são algumas das perguntas que estão indo na contramão da cirurgia plástica mais realizada do mundo: a mamoplastia de aumento ou colocação de prótese mamária.
Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, a cirurgia de colocação de prótese é a cirurgia plástica mais realizada no mundo. E os EUA e Brasil disputam o primeiro lugar nesse ranking.
A visão estética, no entanto, mudou muito nos últimos anos e se, antigamente, muitas mulheres faziam procedimentos estéticos visando adequar-se a padrões de beleza, hoje, o respeito às individualidades têm aumentado à autoaceitação.
A busca pela liberdade e empoderamento feminino combatem a existência de padrões de beleza e influenciam mulheres a se aceitarem com suas próprias características, como seios pequenos, mamas mais flácidas e pendulares. Com o passar dos anos e o amadurecimento, muitas pacientes, também, estão optando pelo explante mamário quando precisam ser submetidas à mamoplastia para a substituição, pois não desejam realizar nova intervenção cirúrgica, talvez com 60, 70 anos, se houver necessidade de troca de implantes.
O Explante ou retirada da prótese mamária, então, entrou nessa onda. Explante é o procedimento cirúrgico que consiste na remoção da prótese de silicone sem a colocação de uma nova.
Uma questão relevante que justifica a procura pelo explante mamário é a saúde, pois recentemente foram identificadas patologias relacionadas à prótese de silicone. Uma dessas doenças é o linfoma anaplásico de grandes células. O linfoma anaplásico de grandes células (ALCL) foi descrito em 1997 pela primeira vez e trata-se um tipo de câncer do sistema imunológico, um distúrbio linfoproliferativo das células T, que está associado ao uso de implantes e que tem como tratamento recomendado a remoção da prótese com capsulectomia total. Os americanos estimam que a prevalência ao longo da vida de ALCL é de 1 para cada 30.000 mulheres com implante mamário texturizado. O linfoma já foi relatado em associação com todos os tipos de implantes texturizados e seroma tardio é a apresentação mais frequentemente relatada.
Outra patologia que foi identificada foi a Síndrome Autoimune Induzida por Adjuvantes (ASIA), que também consiste em uma alteração imunológica que pode acometer pacientes com predisposição genética a disfunção. Os adjuvantes são substâncias estranhas ao corpo e os implantes de silicone podem ser o gatilho para isso. O tratamento, nesses casos, também é o explante mamário, pois as células de defesa ao organismo não aceitam a prótese de silicone.
A contratura capsular e a ruptura das próteses também estão entre as buscas ao explante. A contratura capsular é uma reação do organismo ao implante criando uma cápsula espessa, ou membrana fibrosa e rígida ao redor do implante. O enrijecimento dos seios, dores ou desconfortos e até a alteração no formato são algumas das consequências da contratura capsular. Já em casos de ruptura das próteses, a retirada da prótese é obrigatória, podendo ou não ser substituída por outra. A ocorrência da ruptura pode ser tanto assintomática quanto sintomática. Quando sintomática, o diagnóstico da ruptura pode ocorrer pela alteração do formato e/ou consistência da mama, dor, surgimento de nódulos nas mamas ou axilas.
Esse procedimento é indicado como tratamento para pacientes com linfoma anaplásico de grandes células - Breast implant-associated anaplastic large cell lymphoma (BIA-ALCL).
É um tipo raro de linfoma não-Hodgkin que está associado aos implantes de silicone.
Qual a anestesia usada na cirurgia de explante + mastopexia e/ou lipoenxertia?
Anestesia geral.
Quanto tempo dura a cirurgia?
Depende do tamanho de cada mama e se associamos a mastopexia/lipoenxertia ou não.
Em média 2 a 3 horas.
Vídeo
- Explante de silicone - em bloco ASSISTIR